Sempre fui particularmente interessado em estudar outras culturas e interagir com pessoas de outras nacionalidades. Durante a faculdade, resolvi que me dedicaria a desenvolver uma carreira advocatícia com perfil mais internacional, onde eu pudesse agregar meu interesse pessoal à minha atividade profissional. Foi com essa ideia que comecei a estagiar no Demarest em 2011.

Em 2013, fiz um intercâmbio por seis meses na França, onde cursei matérias de mestrado em direito francês e europeu. Contei com todo o apoio do Demarest e fui convidado a retornar ao escritório quando voltei ao Brasil.

A minha segunda experiência internacional veio quando parti para os EUA para realizar o mestrado (LL.M) na Universidade de Virginia. Além do contato com a cultura americana, tive a chance de estudar um sistema jurídico especialmente avançado nas áreas em que atuo: reestruturação e arbitragem.

Ao encerrar o mestrado, o escritório novamente me deu todo o apoio para ter uma experiência profissional nos EUA. Sócios e advogados colaboraram ativamente para que eu ingressasse na equipe de arbitragem internacional do escritório Freshfields Bruckhaus Deringer, em Washington.

A experiência de trabalhar em um escritório internacional nos EUA é muito particular. De um lado, o dia a dia se caracteriza por uma rotina intensa e muito produtiva, típica de escritórios americanos. De outro, por estar inserido em uma equipe com viés internacional, tenho a oportunidade de interagir diariamente com pessoas de diferentes nacionalidades, como canadenses, britânicos, alemães, argentinos, colombianos, mexicanos, entre outras. Atualmente, sou o único brasileiro na equipe.

Como advogado estrangeiro no Freshfields, tenho a chance de atuar em arbitragens que envolvem duas e até mais jurisdições, o que usualmente torna os casos ainda mais complexos. No âmbito de uma equipe internacional, é interessante vivenciar o enfrentamento de questões jurídicas complexas a partir da construção conjunta de soluções dialogadas, criativas e coordenadas por profissionais experientes de diferentes nacionalidades.

Ao lado dos casos de maior expressão, também tenho a oportunidade de atuar em casos pro bono do Freshfields em parceria com a Human Rights First. Recentemente, participei do pedido de asilo de uma mulher transexual de El Salvador. Após meses de pesquisa, o pedido foi acolhido pela Corte de Imigração dos EUA. Essa foi uma das experiências mais gratificantes que tive como advogado.