BC abre o cofre

Bancos centrais ao redor do mundo possuem a missão de tomar medidas preventivas e até duras (aumento de juros) e se anteciparem aos cenários de bonança e de recessão. Por aqui, não é muito diferente. No último dia 20 de fevereiro, o Banco Central do Brasil (BC) abriu o cofre e liberou R$ 135 bilhões que estavam guardados em depósitos compulsórios (obrigatórios) às instituições financeiras. Em coletiva de imprensa realizada na mesma data em Brasília, Bruno Serra, diretor de política monetária do BC, disse aos jornalistas que “as medidas são técnicas” e consistentes com as regras prudenciais recomendadas internacionalmente e para a manutenção da estabilidade financeira no País, apenas mitigando sobreposições entre os instrumentos. Especialistas consultados pela DINHEIRO avaliam que, mesmo sendo considerada técnica, a decisão do BC veio em boa hora, num momento em que a economia global mostra sinais de desaquecimento por causa da epidemia do coronavírus e a recuperação da atividade no Brasil é muito lenta.

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