PETRÓLEO E GÁS
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DESTAQUES
Governo Federal sinaliza retirada gradual dos subsídios aos combustíveis
O Governo Federal anunciou, em 30 de junho de 2026, o início da retirada gradual das medidas emergenciais adotadas para conter os impactos da alta dos preços internacionais dos combustíveis em decorrência das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A primeira medida consiste no encerramento, a partir de 1º de julho, da subvenção federal de R$ 0,35 por litro de óleo diesel. Segundo Dario Durigan, Ministro da Fazenda, a decisão foi motivada pela redução recente das cotações internacionais do petróleo após o avanço das negociações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
Outras medidas de apoio aos combustíveis permanecem vigentes, mas estão sob reavaliação, incluindo a subvenção adicional de R$ 1,12 por litro ao diesel e o benefício de R$ 0,44 por litro à gasolina. O Ministério da Fazenda sinalizou que uma redução parcial ou gradual da subvenção à gasolina poderá ser anunciada nos próximos dias à medida que se confirme a estabilização dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis no mercado doméstico.
A medida representa um ponto de inflexão na política emergencial adotada pelo Governo Federal nos últimos meses e reforça a crescente interação entre a política energética e a política fiscal. A retirada gradual dos subsídios está associada ao objetivo de preservar o equilíbrio fiscal ao mesmo tempo em que busca evitar impactos relevantes sobre os preços para os consumidores. O anúncio indica que o governo deverá continuar monitorando a evolução das cotações internacionais antes de definir o futuro dos demais mecanismos de apoio atualmente em vigor.
Saiba mais em: Governo anuncia retirada de parte da subvenção ao diesel a partir de quarta; medida semelhante para gasolina deve ocorrer em breve
ANP aprova resolução sobre acesso aos terminais de GNL
A diretoria da ANP aprovou, em 26 de junho de 2026, a primeira resolução voltada à regulamentação do acesso negociado e não discriminatório de terceiros às infraestruturas essenciais do setor de gás natural, em especial aos terminais de gás natural liquefeito (“GNL”), gasodutos de escoamento da produção e instalações de tratamento ou processamento de gás natural. A medida faz referência ao disposto no artigo 28 da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021) e estabelece diretrizes aplicáveis ao uso dessas infraestruturas, buscando ampliar a transparência, a competição e a eficiência do mercado brasileiro de gás natural.
Entre os principais aspectos da norma estão a exigência de segregação contábil das operações dos terminais, a definição de procedimentos e prazos para negociações entre operadores e terceiros interessados, a criação de mecanismos de gestão de congestionamento e a obrigatoriedade de disponibilização de informações mínimas sobre capacidade e acesso. A resolução também prevê a atuação da ANP na mediação e conciliação de conflitos relacionados ao acesso às infraestruturas reguladas.
A aprovação da resolução representa um marco relevante para a implementação da Nova Lei do Gás e para a consolidação de um ambiente mais competitivo no segmento de gás natural. A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso, estimular a entrada de novos agentes e fortalecer a utilização eficiente das infraestruturas existentes – fatores considerados essenciais para o desenvolvimento do mercado e para a ampliação da oferta de gás no país.
Saiba mais em: Gás natural: aprovada resolução sobre acesso aos terminais de GNL
ANP aprova indicação de 86 blocos na Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão
A diretoria da ANP aprovou, em 26 de junho de 2026, a indicação de 86 blocos exploratórios localizados na Margem Equatorial Brasileira para o rol de áreas em estudo da Oferta Permanente de Concessão (“OPC”). Os blocos estão distribuídos entre as bacias da Foz do Amazonas (36 blocos), Pará-Maranhão (25 blocos) e Barreirinhas (25 blocos), e poderão ser incluídos em futuros ciclos da OPC após o cumprimento das etapas regulatórias aplicáveis.
A medida integra o Calendário Estratégico de Avaliações Geológica e Econômica da ANP e não implica a inclusão automática desses blocos nas próximas rodadas licitatórias. Antes de eventual oferta ao mercado, será necessária a realização das análises ambientais pertinentes, a emissão de manifestação conjunta do Ministério de Minas e Energia (“MME”) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (“MMA”), bem como a realização de audiência pública.
A iniciativa reforça o interesse regulatório em ampliar o conhecimento geológico da Margem Equatorial e preservar um portfólio contínuo de áreas exploratórias para futuras licitações. O avanço dos estudos também demonstra a relevância estratégica atribuída à região para a política de exploração e produção de petróleo e gás natural, em um contexto de crescente atenção do mercado às oportunidades de fronteira exploratória no país.
Saiba mais em: Aprovada a indicação de 86 blocos na Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC)
ANP aprova resoluções sobre elevação abusiva dos preços de combustíveis
A diretoria da ANP aprovou, em 30 de junho de 2026, duas resoluções que estabelecem os critérios para a caracterização da elevação abusiva dos preços de combustíveis por revendedores varejistas e distribuidores de combustíveis líquidos e de gás liquefeito de petróleo (“GLP”). As normas foram editadas em decorrência das Medidas Provisórias nº 1.340/2026 e nº 1.349/2026, que atribuíram à agência competência para fiscalizar e sancionar práticas de elevação abusiva de preços de combustíveis.
A metodologia aprovada adota a margem bruta como principal parâmetro para a identificação de potenciais abusos, buscando diferenciar aumentos decorrentes de custos legítimos daqueles relacionados à ampliação da rentabilidade do próprio agente econômico. Para tanto, a ANP passará a comparar as margens brutas praticadas por um mesmo agente em períodos distintos, em vez de utilizar referências gerais de mercado. As resoluções também preveem que uma elevação de 70% na margem bruta funcionará como critério inicial para a eventual notificação do agente econômico em cenários de conflito geopolítico ou calamidade.
Uma vez notificado, o agente terá o prazo de 30 dias para apresentar documentos que demonstrem o eventual aumento de custos que justifique a elevação dos preços praticados. Caso as justificativas sejam consideradas adequadas, a conduta não será caracterizada como abusiva. Na ausência de justificativa aceitável, a ANP poderá instaurar um processo sancionador e lavrar um auto de infração. Segundo a agência, as resoluções preservam o regime de liberdade de preços, não estabelecem tabelamento de valores e buscam conferir maior segurança jurídica, transparência e previsibilidade à atuação regulatória.
Saiba mais em: ANP aprova resoluções que estabelecem critérios para caracterização da elevação abusiva dos preços de combustíveis
Petrobras anuncia mecanismo para mitigar impactos da volatilidade internacional sobre preços do gás natural
A Petrobras anunciou, em 30 de junho de 2026, a adoção de um novo mecanismo de precificação para os contratos de fornecimento de gás natural com distribuidoras estaduais, com o objetivo de reduzir os efeitos da volatilidade dos preços internacionais sobre seus clientes. A medida consiste na criação de bandas de preços para o petróleo Brent, estabelecendo limites mínimos e máximos que passam a ser considerados para o cálculo do preço da molécula de gás natural comercializada. O mecanismo será aplicável aos clientes que optarem por aderir à nova sistemática mediante a celebração de aditivos contratuais.
Segundo a estatal, a iniciativa busca mitigar temporariamente os impactos decorrentes de oscilações abruptas dos preços internacionais do petróleo, conferindo maior previsibilidade aos agentes do mercado e reduzindo a intensidade dos repasses aos consumidores. A Petrobras estima que, com a adoção do novo modelo, o reajuste médio previsto para os contratos a partir de agosto de 2026 seja reduzido de 22% para aproximadamente 6%, resultado significativamente inferior ao que seria observado pela metodologia atualmente vigente.
A medida foi implementada em um contexto de elevada volatilidade dos mercados de energia, após a escalada dos preços internacionais do petróleo decorrente das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Além de buscar suavizar aumentos abruptos de preços, a Petrobras destacou que o mecanismo pretende preservar a competitividade da companhia como supridora de gás natural e contribuir para a manutenção da demanda de médio e longo prazo. A iniciativa também evidencia o crescente debate sobre instrumentos capazes de equilibrar a exposição do mercado brasileiro de gás natural às flutuações dos mercados internacionais.
Saiba mais em: Petrobras anuncia mecanismo para mitigar impactos de preços externos sobre clientes de gás natural
NOTÍCIAS
Exportação de petróleo brasileiro atinge recorde durante a guerra
A Editora Brasil Energia noticiou, em 17 de junho de 2026, que o Brasil vem registrando recordes consecutivos na exportação de petróleo em 2026, impulsionado por um cenário internacional de guerra e reorganização dos fluxos globais de oferta e demanda. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (“ANP”), o volume exportado pelo país no acumulado de janeiro a abril ficou 30,7% acima do observado no mesmo período de 2025, ano que já havia marcado um recorde histórico. O movimento reforça a posição do Brasil como fornecedor relevante no mercado internacional, especialmente em um contexto de maior procura por parte de compradores que buscam diversificar suas fontes de suprimento.
No ambiente aquecido do mercado, a receita obtida com as exportações acompanhou a expansão dos embarques. Em abril, o país arrecadou US$ 4,8 bilhões com as vendas externas de petróleo, acumulando alta de 26,3% na receita nos quatro primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a reportagem, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia tem sido procurada por novos compradores, sobretudo de países asiáticos, o que evidencia o interesse crescente pelo petróleo brasileiro em meio às tensões geopolíticas.
Em paralelo, o país também registrou queda nas importações de petróleo e de óleo diesel no mesmo período, o que contribui para melhorar a balança comercial energética. As compras externas de petróleo recuaram 2% entre janeiro e abril, um sinal de ajuste relevante na dinâmica de comércio exterior do setor. O quadro geral sugere que a atual conjuntura internacional tem favorecido a inserção do petróleo brasileiro no mercado externo, com efeitos positivos sobre receita, competitividade e posicionamento estratégico do país.
Saiba mais em: Brasil bate recorde de exportação de petróleo na guerra e Dados Estatísticos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
ANP suspende reforma no setor de gás de cozinha
A ANP aprovou a suspensão temporária de quatro itens de sua Agenda Regulatória 2025-2026, entre eles, a revisão das resoluções que tratam da distribuição e revenda de GLP – o gás de cozinha. A decisão, publicada em 09 de junho de 2026, foi tomada em meio à reorientação das prioridades da agência diante do contexto internacional de alta volatilidade no mercado de combustíveis.
A medida evidencia um redirecionamento temporário na agenda regulatória da ANP, que passa a privilegiar ações emergenciais ligadas ao abastecimento, à fiscalização e à execução de políticas voltadas à contenção de preços. Além da suspensão da revisão das normas de GLP, também foram sobrestados outros itens relacionados a dados de preços, planos de contingência para restrição de suprimento e atualização de critérios sancionatórios. Segundo a agência, o objetivo é concentrar recursos humanos e institucionais nas atribuições decorrentes das medidas provisórias e decretos editados para mitigar os impactos da crise internacional no mercado brasileiro de combustíveis.
No caso específico do GLP, a suspensão da reforma indica cautela regulatória em um segmento sensível do ponto de vista social e político, especialmente em razão de potenciais impactos sobre programas públicos voltados ao acesso ao gás de cozinha.
Saiba mais em: ANP toma medidas para priorizar ações de resposta a impactos do contexto internacional no mercado brasileiro de abastecimento
ANP aprova novo plano de fiscalização voltado ao combate à abusividade de preços de combustíveis
A diretoria da ANP aprovou um novo plano de fiscalização voltado ao combate à abusividade de preços no mercado de combustíveis, com implementação prevista a partir de julho de 2026. A iniciativa, publicada em 12 de junho de 2026, sucede uma primeira fase de ações iniciada em março, após a edição da Medida Provisória nº 1.340/2026 – período em que a agência realizou 2.111 ações presenciais e remotas em todos os estados para verificar aumentos abusivos ao longo da cadeia de fornecimento.
A nova etapa prevê atuação mais estruturada, combinando medidas ostensivas, educativas e coercitivas, com duração inicial de três meses e possibilidade de reavaliação conforme a evolução do cenário internacional e normativo. Entre julho e setembro, a estimativa é de realização de mais de 3 mil ações de fiscalização, com prioridade significativa para a avaliação de preços, sobretudo no primeiro mês de vigência. Segundo a ANP, a meta representa um incremento superior a 40% no esforço fiscalizatório em comparação com o período compreendido entre março e junho.
Além do aumento quantitativo das fiscalizações, o plano reforça mecanismos de monitoramento, de transparência e de priorização de processos sancionadores decorrentes dessas ações. A estratégia sinaliza maior rigor institucional diante das recentes tensões geopolíticas que afetam o preço internacional do petróleo e, por consequência, o mercado doméstico, reforçando o papel da ANP não apenas como reguladora técnica, mas também como agente de contenção de práticas oportunistas em contextos de instabilidade econômica e energética.
Saiba mais em: ANP inicia nova etapa no combate à abusividade de preços de combustíveis
ANP concede prazo adicional para adequação de importadores de gás natural às regras de qualidade
A diretoria da ANP aprovou a concessão de prazo adicional de 90 dias para que importadores de gás natural se adequem às exigências de controle de qualidade previstas nas Resoluções ANP nº 982/2025 e nº 828/2020. A medida – publicada em 12 de junho de 2026 – contempla obrigações relacionadas, principalmente, à emissão de certificados de qualidade do gás importado e ao envio dessas informações à agência, em linha com o esforço regulatório de aprimoramento da rastreabilidade e da confiabilidade dos dados do produto comercializado no país.
Segundo a ANP, desde a entrada em vigor das novas exigências, em maio de 2025, foram identificadas dificuldades operacionais e documentais por parte das empresas, em especial pela ausência de profissionais habilitados para assinar os certificados e pela falta de estrutura interna para a emissão adequada desses documentos. Diante desse quadro, a agência optou por autorizar, excepcionalmente, a regularização, inclusive com o envio retroativo de informações, evitando que a adaptação regulatória produza efeitos desproporcionais sobre o abastecimento nacional.
A decisão revela uma abordagem pragmática da ANP, que busca compatibilizar a efetividade regulatória com a realidade operacional dos agentes do mercado. Embora transitória, a flexibilização reforça a preocupação com a segurança jurídica e a continuidade do fornecimento, ao mesmo tempo em que preserva a diretriz de fortalecimento dos mecanismos de controle da qualidade do gás natural no Brasil – tema particularmente relevante em um mercado em expansão e com crescente participação de múltiplos agentes importadores.
Saiba mais em: Gás natural: ANP concede prazo para adequação de importadores a resoluções sobre controle de qualidade
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliações Geoeconômicas para 2026-2027
A ANP divulgou o novo Calendário Estratégico Unificado de Avaliações Geológica e Econômica para o biênio 2026-2027. O documento, publicado em 12 de junho de 2026, consolida o cronograma das entregas técnicas da agência e identifica as áreas cuja avaliação geoeconômica será priorizada no período em questão, funcionando como instrumento de previsibilidade para o planejamento de futuras ofertas de blocos exploratórios sob os regimes de concessão e partilha.
A ANP destacou que as áreas analisadas poderão, futuramente, integrar a Oferta Permanente – atualmente, a principal modalidade de licitação de áreas sedimentares para a exploração e a produção de petróleo e gás natural. Entre os avanços já registrados em 2026, constam a indicação de 16 blocos terrestres na Bacia do Paraná, a conclusão dos estudos da área de Sul de Sapinhoá, no Polígono do Pré-Sal, e o andamento das avaliações de 84 blocos na Margem Equatorial, cuja configuração setorial vem sendo ajustada após o reconhecimento do novo limite da plataforma continental brasileira pela Organização das Nações Unidas.
O calendário ainda prevê entregas relevantes no curto prazo, como as avaliações de Sudeste de Gato do Mato e Oeste de Jubarte, além de estudos voltados à inclusão de áreas em águas ultraprofundas nas bacias de Campos e Santos. Embora os marcos temporais não representem inclusão automática das áreas em rodadas de oferta, a iniciativa amplia a transparência regulatória e sinaliza esforços coordenados entre a ANP e o MME para conferir maior racionalidade e previsibilidade à política de oferta de áreas exploratórias no país.
Saiba mais em: ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliações Geoeconômicas (2026-2027)
ANP prorroga consulta pública sobre aplicação do Método do Capital Recuperado a gasodutos
A ANP aprovou a prorrogação, por 15 dias, da Consulta Pública nº 11/2026, que trata da aplicação do Método do Capital Recuperado (“RCM”, na sigla em inglês) aos gasodutos operados pela NTS (Malha Sudeste) e pela TAG (Malha Nordeste). O prazo para contribuições, que se encerraria em 22 de junho de 2026, foi estendido até 7 de julho de 2026, a pedido das transportadoras.
A consulta tem por objeto duas notas técnicas que detalham os parâmetros e premissas para o cálculo do RCM, metodologia utilizada para a definição das tarifas de transporte de gás natural. A prorrogação foi fundamentada na complexidade do tema e na necessidade de assegurar máxima transparência, segurança jurídica e ampla participação dos agentes do setor, do mercado e da sociedade civil na análise das propostas.
A extensão do prazo reforça o compromisso da ANP com a participação social e a robustez técnica do processo regulatório, em um momento em que a definição de parâmetros tarifários adequados é essencial para viabilizar a expansão e a eficiência da malha de gasodutos nacional.
Saiba mais em: Gás natural: ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do Capital Recuperado (RCM) aplicado a gasodutos da NTS e da TAG
Aumento do teor de etanol na gasolina permanece indefinido após novo adiamento do CNPE
A expectativa de elevação do percentual obrigatório de etanol na gasolina de 30% para 32% ficou sem horizonte definido, após o Conselho Nacional de Política Energética (“CNPE”) desmarcar a reunião que estava prevista para 24 de junho de 2026, sem fixação de nova data. Segundo noticiado pela Agência Eixos, a medida era aguardada após declarações do Presidente da República e do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que haviam sinalizado o aumento nas últimas semanas, inicialmente em caráter temporário e emergencial, por até um ano.
Trata-se da segunda vez que uma reunião do CNPE destinada a deliberar sobre a elevação da mistura é cancelada – a primeira ocorreu em maio de 2026. O adiamento reflete a complexidade das articulações envolvidas, considerando que o aumento do uso de etanol vinha sendo defendido pelo setor e pelo agronegócio como medida para reduzir a dependência de combustíveis fósseis em contexto de alta dos preços internacionais decorrente das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Contudo, os avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã podem estar reduzindo a pressão sobre os preços e, consequentemente, estreitando a janela de oportunidade para a aprovação da medida.
A indefinição quanto ao cronograma gera incerteza regulatória para a cadeia de biocombustíveis e evidencia os desafios de articulação entre a política energética, a política agrícola e a agenda de descarbonização.
Saiba mais em: Aumento do teor de etanol na gasolina fica sem horizonte