Dia Mundial Sem Carro alerta para a necessidade de pensar desenvolvimento sustentável

No dia 22 de setembro, anualmente, pessoas do mundo todo deixam seus veículos particulares em casa e experimentam se locomover pelas cidades por outros meios de transporte. A ideia é parte de um movimento iniciado em 1990 para promover uma mobilidade urbana mais atenta ao desenvolvimento sustentável. O evento destaca aos cidadãos os inúmeros benefícios de não usar carros, o que inclui a redução da poluição do ar, a promoção de uma vida mais saudável, com deslocamentos a pé, de bicicleta, patinete e outros meios em um ambiente mais seguro.

O chamado Dia Mundial Sem Carro se junta a outras datas importantes durante o mês, que também são voltadas a refletir o impacto de políticas para um mundo melhor, como o Dia da Amazônia (05 de setembro) e o Dia da Árvore (21 de setembro). Afinal, quando se fala de desenvolvimento sustentável existem diversas medidas, temas e questões.

A data é ainda apoiada em questões maiores, como a Agenda 2030, um plano de ação com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável focados em responder aos muitos desafios enfrentados pelo mundo atual e que devem continuar sendo tratados no futuro, buscando integrar as dimensões social, ambiental e econômica das sociedades. 

Considerando essa amplitude, dias sem carros são uma grande oportunidade para as cidades perceberem o quanto ações individuais afetam o todo. Fernanda Stefanelo, advogada das áreas Ambiental e ESG, lembra que, às vezes, há a percepção de que o caminho para a mudança é uma função de pessoas jurídicas e do governo, quando na verdade compete a cada cidadão contribuir.

Onde entra o direito ambiental nessa história? 

O Direito visa regular as atividades da sociedade para evitar possíveis conflitos ou solucioná-los. Quando se trata de desenvolvimento sustentável, o Direito Ambiental vem para ajudar a equilibrar o uso dos recursos naturais ou até mesmo solucionar questões relacionadas a passivos. É na racionalização do futuro e do mundo que deixaremos de herança para as próximas gerações que a advocacia passa a enquadrar questões como o Dia Mundial Sem Carro. 

Segundo Fernanda, o importante é as pessoas e as empresas desenvolverem atitudes cada vez mais voltadas para um uso equilibrado do meio ambiente. O direito ambiental regula essa situação, mas também a evolui. “Hoje, já notamos que há uma tendência de negócios sustentáveis, saindo da gestão de comando e controle: ‘faça isso, senão haverá penalização’, para ‘faça isso que haverá benefícios’. Tem-se um cenário que parte de premiar boas condutas, e não de punir o contrário”, conta.

Para o Demarest, isso significa ir além da questão de ajudar as empresas no processo de regularização, passando a apoiá-las em seus novos horizontes e negócios. Mesmo as que desenvolvem atividades cuja gestão de recursos naturais não é o cerne dos negócios querem participar. “Temos clientes, por exemplo, que querem criar e investir em áreas ambientalmente protegidas, mesmo esse não sendo seu ramo. Esse tipo de postura tem se tornado cada vez mais comum: empresas que não têm obrigação de compensar emissões, olhando para a compensação”, diz a advogada.

Projetos para um desenvolvimento sustentável

Saindo do ambiental para o social, outro aspecto extremamente importante para o desenvolvimento sustentável, nota-se, também, a assimilação por parte das empresas de que são formadas por pessoas e que devem, cada vez mais, humanizarem seus processos. O Demarest é exemplo neste assunto. São vários os projetos, dentre eles estão:

  • D Mulheres, que busca fomentar a equidade de gênero dentro do escritório;
  • D Mais, pela busca da inclusão da população LGBTQIA+;
  • D Raízes, que atua pela equidade racial.

“Temos bastante orgulho dos programas do escritório, porque não é algo que acontece só no papel, é real. É bonito ver a evolução das pessoas aqui. Isso torna a própria empresa mais humana, podemos dizer que começamos as lições dentro de casa”, conclui Fernanda. 

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