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Secretário-adjunto do MME assume DNPM

19 de novembro de 2015

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, indicou, ontem (18), o geólogo Telton Elber Correa para assumir interinamente o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Correa é secretário-adjunto da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do MME e substitui provisoriamente Celso Garcia, que pediu para deixar o cargo.

Garcia, que estava no cargo desde junho, apresentou ontem ao ministro Braga o pedido de exoneração, acompanhado de um laudo médico que apontava dificuldades de saúde para permanecer no cargo. O diretor sai em meio aos efeitos causados pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG).

O substituto interino fez carreira no DNPM desde 1984 e foi nomeado secretário-adjunto da SGM do MME em 2009. Segundo o MME, Correa ocupou posição semelhante à de diretor-geral, de 2003 a 2005, quando o DNPM se chamava Secretaria de Minas e Metalurgia.

Ontem, em mensagem aos funcionários do DNPM, Garcia explicou a decisão, tomada “por orientação médica”, e disse que a mudança “abrirá a oportunidade para que outro diretor-geral, em melhores condições de saúde, possa dar continuidade aos projetos que o DNPM necessita”.

A assessoria do MME informou inclusive que no dia do rompimento das barragens da Samarco, Garcia estava no hospital, realizando exames médicos. Ele ingressou no DNPM em 1983, ocupando diversos cargos ao longo da carreira.

Um dia após o rompimento da barragem Fundão, em Mariana (MG), que atingiu a barragem de Santarém, liberando 62 milhões de metros cúbicos de água e rejeitos de minério de ferro, o DNPM interditou, por tempo indeterminado, as atividades da Samarco.

O órgão tem sido cobrado pelo Ministério Público Federal para explicar como era feita a classificação de risco e se havia um o plano de ações emergenciais apresentado pela mineradora. Uma das atribuições da autarquia é fiscalizar barragens dessa natureza.

Do quadro de 800 funcionários do DNPM, 200 são responsáveis pela fiscalização, inclusive de barragens de mineração, sendo que somente quatro ficam em Minas Gerais, onde ocorreu o acidente da Samarco. Do orçamento previsto pelo MME, cerca de 13% foram gastos pelo DNPM em fiscalização, segundo o ministro Braga. Com informações da assessoria de comunicação do MME e do Estado de Minas.

 

 


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